No mundo acelerado de hoje, é comum buscarmos soluções rápidas para dores localizadas, mas a verdade é que o nosso bem-estar é um ecossistema complexo onde corpo, mente e energia vital precisam caminhar juntos.
No episódio 16 do MIW CAST, a terapeuta integrativa Ane Campos compartilhou sua jornada de transição do mundo administrativo para as artes milenares de cura. Especialista em Reiki, Acupuntura e Estética Natural, Ane defende que a verdadeira saúde começa quando olhamos para o ser humano como um todo, e não apenas para seus sintomas.
Um bate-papo descontraído que explora as principais terapias integrativas e como elas podem transformar a sua qualidade de vida.
O Que São Terapias Integrativas?
Diferente da medicina convencional, que muitas vezes foca no tratamento de uma doença específica, as terapias integrativas buscam a causa raiz dos desequilíbrios. Para Ane Campos, o foco nunca é apenas a dor, mas sim o que a causou.
“A gente não cuida do sintoma… a gente vai tratar a pessoa como um todo. A gente não vê o joelho, a gente vê a pessoa: qual é o seu desequilíbrio que está causando essa dor?”
Reiki: A Energia que Conecta e Cura
Frequentemente cercado de mitos, o Reiki é uma técnica japonesa de canalização de energia através da imposição das mãos. Ane utiliza uma analogia moderna para explicar como algo “invisível” pode ser tão eficaz:
“As pessoas acreditam no Wi-Fi, no rádio, na onda sonora… são ondas que nada mais são do que energia. O Reiki é a mesma coisa. Quando estamos doentes ou depressivos, nossa frequência cai. O Reiki canaliza uma frequência mais alta para trazer clareza mental, imunidade e equilíbrio.”
Benefícios do Reiki:
- Redução da insônia e melhoria na qualidade do sono;
- Clareza mental e redução de pensamentos acelerados;
- Fortalecimento do sistema imunológico.
Acupuntura e Auriculoterapia: Equilíbrio de Dentro para Fora
A medicina chinesa é outro pilar do trabalho de Ane. Através da acupuntura sistêmica (agulhas no corpo) e da auriculoterapia (pontos na orelha), é possível estimular a circulação de energia e sangue.
Um detalhe fascinante é como a Auriculoterapia utiliza o pavilhão auricular como um mapa do corpo humano. Segundo Ane, a orelha representa um “feto invertido”, onde cada ponto corresponde a um órgão ou membro.
“A aurícula serve para tudo, tanto para a parte física quanto mental e emocional… Mas a acupuntura sistêmica é capaz de tratar o desequilíbrio interno de energia e sangue de forma mais profunda.”
Estética Natural: Beleza com Propósito
Ane também trouxe um novo conceito para o seu consultório: a estética natural. Longe de procedimentos invasivos como o botox tradicional, essa vertente utiliza argilas, óleos essenciais e até acupuntura facial para estimular o colágeno de forma orgânica.
“O natural requer tempo. Ele vai naturalmente trazendo a vitalidade da pele novamente, a viscosidade… A gente trabalha tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro.”
O Caminho para se Tornar um Terapeuta Integrativo
Para quem se sente atraído pela área e deseja atuar profissionalmente ajudando outras pessoas, Ane Campos compartilhou dicas valiosas sobre como começar. Diferente de outras profissões, a jornada nas terapias integrativas exige uma combinação de formação técnica e, acima de tudo, uma busca constante pela própria essência.
1. Formação Acadêmica vs. Cursos Livres
Hoje, no Brasil, existem tanto graduações em Terapias Integrativas quanto cursos de especialização em cada técnica (como Reiki ou Acupuntura). Ane optou por cursos específicos para ter liberdade de escolha.
“Eu optei por fazer os cursos separados… não faz muito sentido já que isso tudo são cursos livres. Hoje, pela legislação, a gente não tem essa regularização de que você precisa ter faculdade para exercer. Terminando um curso específico, você é apto a exercer aquela técnica.”
2. Identifique sua Entrega
Antes de escolher qual curso fazer, é preciso entender o que você gosta e o que deseja oferecer ao seu cliente. Ane reforça que o terapeuta precisa ter afinidade com a técnica escolhida.
“Se a pessoa vai fazer curso de massoterapia, mas tem aflição de encostar na pessoa, não faz sentido. Tem que ver o que a pessoa gosta e o que ela quer oferecer para os pacientes para poder ver qual o melhor caminho.”
3. O Autoconhecimento como Ferramenta de Trabalho
De acordo com Ane Campos, o sucesso no atendimento não vem apenas do domínio das agulhas ou da energia, mas da capacidade de “ler” o outro, algo que só é possível quando você se conhece primeiro.
“Se você não se conhece, você não vai conseguir nem conhecer o outro. Como terapeutas integrativas, a gente não olha a pessoa só por olhar. A gente consegue identificar no jeito que ela gesticula, se ela está encolhida… o corpo fala.”
A “Filosofia da Máscara de Oxigênio”: Priorize-se
Para quem deseja iniciar uma jornada de autocuidado ou trabalhar na área, Ane deixa uma lição valiosa baseada na segurança dos aviões:
“Quando o avião está caindo, a máscara vai cair. Você não coloca nos outros primeiro para depois colocar em você. Você primeiro tem que se manter viva para auxiliar os outros. A gente não consegue resolver problemas dos outros se não consegue olhar para o nosso.”